Marketing

In-House vs. Setor interno de marketing

Cada um com sua particularidade, os modelos de agência estão dando diversas opções para os clientes. Descubra qual o melhor para sua empresa.

Quando todo mundo achava que o modelo House (ou In-House) estava praticamente morto, de repente voltou com tudo. Mas agora tem um novo modelo que une o melhor das agências tradicionais e o melhor das Houses.

Nele, a responsabilidade pela entrega de KPI’s e a gestão de talento ficam fora das responsabilidades do cliente. Fica mais fácil exigir e medir, mas com algumas peculiaridades que diferenciam cada atuação.

Mas e aí? Você sabe o que é uma agência In-House? Como funciona uma House? A gente vai te explicar tudo isso.

House x Marketing Interno

Qual o melhor modelo de agência de comunicação ou publicidade para quem busca melhor performance?

Primeiro, o que faz uma agência de publicidade

Uma agência de publicidade é responsável pelas campanhas que promovem a marca que a contrata. Ela cria, planeja, produz e veicula peças publicitárias desse cliente de acordo com os planejamentos e objetivos.

Dentro de uma agência tradicional, existem vários setores responsáveis pelas mais diversas tarefas dentro das campanhas.

Por exemplo: o time de atendimento faz o primeiro contato com o cliente e coleta o briefing, enquanto o time de redação está trabalhando nos textos e conteúdos para o site. Isso sem falar nos designers, desenvolvedores, marketing et cetera.

Então o que é uma House?

In-House Agency é uma “agência dentro da própria empresa”. Ao invés de trabalhar com vários clientes e vários cases, só tem um cliente e suas demandas. É uma área criativa e tecnológica voltada para solucionar os problemas de comunicação de uma única empresa.

Veja as vantagens de se ter uma House:

  • Times exclusivos que trabalham em prol de um só cliente; funcionários são parte da marca e trabalham na estrutura física de sua empresa.
  • Processos rápidos de aprovação de projetos.
  • O profissional In-House vive o dia a dia da empresa, identificando assim suas necessidades com mais rapidez, sem precisar de briefings.
  • Em função dessa proximidade, reduz ruídos de comunicação, já que a relação entre o cliente e os profissionais da House é mais estreita.

Desvantagens de um setor interno de marketing

Porém, vale lembrar que uma In-House agency é diferente de um departamento, setor ou funcionário de marketing. Geralmente, ao criar um setor de marketing, não se possui expertise em contratação de talentos de alto nível, nem conhecimento das ferramentas mais modernas para executar o trabalho em sua máxima eficiência. Além disso, ocupa metros quadrados e atenção de gestores. Pode ser uma distração para quem busca resultados.

O custo para contar com um setor interno de marketing também pode ser muito alto, se comparado com a House. Além de salários, gastos com impostos de CLT, é necessário pensar nas ferramentas necessárias para que esse setor se desenvolva. Tudo isso sem contar o tempo de treinamento e desenvolvimento de um profissional específico para essa área dentro da empresa.

Um dos pontos negativos que mais tem se notado nos setores internos de marketing, é que pode se tornar maçante e tediosa. Enquanto nos outros modelos o profissional tem contato com diversas ideias, nas In-House ele se vê preso a um só assunto e seus entornos, sem se oxigenar, comparar e aprender com outros players.

Modelo In-House

O modelo das In-House agencies são parecidos com um setor desenvolvido de marketing, apesar de terem sua diferença em quem “comanda” a equipe. Enquanto em um departamento interno a própria empresa é dona dos talentos, na House, uma agência independente é responsável pela contratação e locação dos profissionais que trabalham in-loco no cliente ou nas suas instalações (muitas vezes os dois), além da gestão de talentos, recursos humanos e, principalmente, pela entrega dos KPI’s.

Vantagens de se contar com uma agência In-House:

  • Quem contrata e faz a gestão é especialista em talentos, e o cliente conta com um time de profissionais multidisciplinares que já tem experiência e volatilidade.
  • A agência também pode oferecer novos talentos para os cases à medida em que os jobs forem se modificando.
  • É mais fácil ter um time mais qualificado com as In-House agencies. Ter profissionais com diferentes skills na agência pode ser um diferencial para o cliente por ter mais peças que podem se encaixar em diferentes posições, atingindo os objetivos de cada case.
  • Equipes que conversam e trocam experiências. O profissional da agência tem a visão também de fora, o que o deixa menos viciado nos processos do próprio cliente.

Mas qual é o melhor modelo?

Dizer qual modelo é o melhor ainda é muito subjetivo, uma vez que só o cliente sabe qual o objetivo que quer alcançar quando precisa do trabalho de uma agência.

Por um lado, a agilidade e atenção total das In-House agencies com controle maior. Do outro, você também conta rapidez e atenção de colaboradores internos na empresa, mas com a integração de diversos talentos de uma agência tradicional alocados na empresa.

Mais controle. Melhor entendimento das demandas

A House é uma possibilidade de ter o time dos sonhos para sua marca, uma equipe criativa com talentos e skills certos para entregarem o resultado esperado, totalmente imersos na sua marca e completamente alinhados à sua cultura, valores, propósitos e posicionamento, trabalhando para você, dentro da sua empresa e filiais – tudo de acordo com sua lista de desejos com respeito a características pessoais, profissionais e performance.

Uma equipe perfeita para acelerar suas respostas, tornar seu marketing mais eficaz e com melhores resultados, trabalhando dentro de métricas definidas tanto de SLA’s quanto de KPI’s.

Este formato ao mesmo tempo aumenta a proximidade entre os times, elimina ruídos e permite chegar aos resultados de forma mais fluida, rápida e acertada, com métricas definidas. Assim como também é ultraflexível, pois conta com todos os profissionais de uma agência externa como respaldo, caso o time interno e exclusivo em algum momento tenha excesso de trabalho ou outras necessidades.

Enfim, consegue diminuir distâncias, aumentar o envolvimento, produtividade e garante racionalização de estruturas e processos, e melhoria na gestão da comunicação com resultados mais assertivos, em harmonia com os seus objetivos de negócio.

Não importa o modelo escolhido. Uma coisa é certa: o principal produto de uma agência ou estrutura de comunicação ainda deve ser o conjunto de soluções criativas e de performance que um cliente precisa. Como ele vai conseguir e com qual tipo de formato, só ele pode mensurar.

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